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Lula vai à Itália para participar da Cúpula do G7

Por Panoramams em 09/06/2024 às 11:52:31

Foto: CNN Brasil

O presidente Luiz In√°cio Lula da Silva participa nesta semana da C√ļpula do G7, reunião de l√≠deres das sete maiores economias do mundo. O evento ocorre de 13 a 15 de junho, em Borgo Egnazia, na região da Puglia, no sul da It√°lia. A presença de Lula é a convite da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

O G7 é composto por Alemanha, Canad√°, Estados Unidos, França, It√°lia, Japão e Reino Unido. Até 2014, a R√ļssia integrava o grupo, que era conhecido como G8, no entanto, foi expulso devido à anexação da Crimeia, até então vinculada à Ucrânia. As c√ļpulas do G7 costumam contar ainda com a presença de pa√≠ses convidados.

Antes de chegar à cidade italiana, o presidente far√° uma parada em Genebra, na Su√≠ça, para participar da confer√™ncia da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que começou no dia 3 e segue até 14 de junho.

Essa é a oitava vez que Lula participa da C√ļpula do G7. As seis primeiras ocorreram nos dois primeiros mandatos, entre os anos de 2003 e 2009. E, desde então, o Brasil não comparecia a um encontro do grupo. A sétima participação do presidente brasileiro foi no ano passado, na c√ļpula em Hiroshima, no Japão.

Desde o ano passado, o governo brasileiro vem mantendo di√°logo com as autoridades italianas, j√° que, este ano, Brasil e It√°lia estão, respectivamente, nas presid√™ncias rotativas do G20 e do G7. O G20 re√ļne 19 das maiores economias do planeta, mais a União Europeia e a União Africana.

No G7, Lula deve defender as agendas do Brasil no G20: a inclusão social e a luta contra a desigualdade, a fome e a pobreza; o enfrentamento das mudanças clim√°ticas, com foco na transição energética, e a promoção do desenvolvimento sustent√°vel em suas dimensões econômica, social e ambiental; e a defesa da reforma das instituições de governança global, que reflita a geopol√≠tica do presente.

A tributação global de 2% da renda dos super-ricos também est√° na pauta do Brasil na presid√™ncia do grupo. A proposta foi apresentada pela primeira vez em fevereiro, na reunião dos ministros de Finanças e presidentes do Bancos Centrais do G20, em São Paulo. Em abril, em nova reunião do G20 nos Estados Unidos, Haddad disse que espera um acordo até novembro.

Nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, viajou para a It√°lia e debateu o tema com o Papa Francisco. A taxação de até 2% dos rendimentos das maiores fortunas do planeta é vista como oportunidade de reduzir a desigualdade social e combater os efeitos das mudanças clim√°ticas. Recentemente, Haddad disse que a proposta est√° ganhando a adesão de diversos pa√≠ses e que pode entrar como recomendação das reformas propostas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

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